As Minhas 50 Mais Memoráveis Mãos

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Every Hand Revealed

Poucos jogadores no circuito profissional suscitam tanta análise como Gus Hansen, graças ao seu estilo de jogo tão especial. O debate começa com o primeiro episódio do “World Poker Tour Season 1” em que o “Great Dane” aparece a vencer o

 
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Internet Texas Hold’em

Matthew Hilger é um jogador reconhecido pelos seus resultados online e pela sua rápida ascensão de $1/$2 a $30/$60 em Texas Hold’em No Limit. Ao vivo conseguiu o 33º lugar no Main Event das WSOP 2004 e ganhou o New Zealand Poker Championship em

 
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Fantasmas na Mesa

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Poker – 1º livro português

O livro de Sérgio Lopes e Paulo Calado veio preencher uma lacuna na literatura de poker em português. De facto não existia um único livro de Poker em português e nada melhor que um livro de principiantes para começar! Com o apoio da Betfair e d

 
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Fantasmas na Mesa de Des Wilson
Fantasmas na Mesa

Eu não sabia isto!

Nic Szeremeta comenta o novo livro de Des Wilson, Ghosts at the Table (Fantasmas na Mesa)

Das centenas de livros de Poker já escritos, li uma boa parte deles ao longo destes 40 e tais anos em que me tenho interessado pelo jogo. Muitos foram uma perda de tempo. Poucos foram excelentes, mas a nova obra de Des Wilson destaca-se como um dos melhores.
Aqui vai a razão: No filme “Wall Street”, o anti herói Gordon Gekko diz a Buddy, aspirante a corrector: “Diz-me alguma coisa que eu ainda não saiba”. Ghosts at the Table , faz isso mesmo, capítulo após capítulo sobre histórias de Poker que nunca tinha ouvido antes.
Basicamente é a história do Poker, grande parte da qual se desenrola na América. Está dividida em quatro áreas distintas – o Wild West (Oeste Selvagem) de meados a fins do século XIX, o cenário do Texas de Johnny Moss, Amarillo Slim e Doyle Brunson, a era do WSOP de Las Vegas e o momento presente com o boom da Internet. A pesquisa de Des Wilson é meticulosa. Visitou o saloon de Deadwood onde Wild Bill Hickok foi morto em 1876, enquanto jogava Poker. Diz a lenda que ele tinha dois pares – ases e oitos – mas será que isto é verdade e, se sim, qual era a outra carta?
O autor não só explora todas as possibilidades de qual seria a verdadeira “mão do homem morto” (dead man’s hand) como também encontra aquele que é tido como o baralho que estava a ser utilizado por aqueles jogadores. Daí para Tombstone para mais contos sobre personagens coloridos como Doc Holliday da série OK Corral que aí teve a primeira luta de punhos com Johnny Ringo.
Muitas das lendas do jogo, Doyle e Slim entre eles, acederam a dar entrevistas para o livro, e a técnica de entrevista de Des Wilson deve ter sido qualquer coisa! Faz questões sem qualquer tipo de constrangimentos e obtém respostas igualmente frontais, aspectos pouco diplomáticos incluídos. Revelam os seus mais obscuros segredos, mostrando um lado mais desagradável da sua natureza – mas de alguma forma mantêm a sua imagem.
Uma abordagem similar é utilizada para expor a natureza Jekyll e Hyde de Benny Binion, fundador do World Series of Poker. O livro ilustra a sua metamorfose de gangster de Dallas ao equivalente em Las Vegas de Pai Natal. Des Wilson também desenterrou muitas lendas nunca antes contadas dos bastidores de girar e baralhar do WSOP. Na sua última parte actualiza os últimos capítulos desta história explicando como se deu o boom da Internet e quem está por trás dele. Também aqui mais revelações fascinantes. Por exemplo, eu nunca soube que o Mike Sexton foi um professor profissional de danças de salão!

Ghosts at the Table é uma publicação da Mainstream e pode ser adquirido por £16.99 nas grandes livrarias e nas livrarias online.

Extractos do novo livro de Des Wilson: Ghosts at the Table

Entrando no Dia Dois do World Series main event com poucas fichas.
È um espectáculo extraordinário – a parada de jogadores para a sala de Poker para o início do segundo dia. Todos os 6,358 jogadores tiveram a sua oportunidade;
4.000 já estão fora de jogo. Nós que restamos somos um exército de sobreviventes. Enquanto marchamos às centenas pela longa “avenida” lembro-me daqueles antigos filmes sobre Cruzados – exércitos de infantaria, alinhados com lanças e escudos, marchando estoicamente sobre o inimigo, cada um deles sabendo que provavelmente aquele será o seu último dia.
Nós, a infantaria de Poker, podemos não estar fardados com armaduras, mas temos o nosso uniforme: os jeans e as tee-shirts, os óculos escuros e os bonés de baseball. Contudo, para nós, o inimigo não se encontra apenas à nossa frente mas também ao nosso lado – somos inimigos entre nós. Ninguém é nosso amigo – nem mesmo os nossos amigos são nossos amigos.
Muitas vezes, enquanto vejo filmes de batalhas antigas, me pergunto como é que alguém no seu perfeito juízo poderia realmente optar por estar na linha da frente. Quero dizer, porque não esconder-se atrás dos outros, ao fundo? Hoje, na guerra do Poker, estou na linha da frente – mas não por escolha. Nós que temos poucas fichas estamos na linha da frente….somos quem carrega a espada no drama “pessoas do Poker”, os que contribuem para o prémio final que não alcançaremos. Mas não somos fantasistas; sabemos quais as probabilidades. Enquanto marchamos em frente, a maior parte de nós sabe que haverá um massacre hoje… esperanças e sonhos despedaçados… a probabilidade esmagadora é a de que nunca iremos voltar.
Contudo, também sabemos que, se isto é o fim, é um fim honrado: demos luta, sobrevivemos a um dia inteiro de batalha, evitamos a carnificina.
Enquanto marchamos, caminhamos sobre os cadáveres de alguns dos mais famosos nomes do jogo – por uma vez que seja, Oficiais e Generais tombam também, e aos montes. São alguns dos melhores no Poker, mas o seu posto não os salvou – eles não fizeram o que nós fizemos – eles não atravessaram aquele primeiro dia.
Assim, é com orgulho, e não com medo que marchamos…. resolvidos de que se vamos morrer a morte do Poker , então cairemos lutando, e não esvaindo-nos na ditadura das blinds.
Não seremos derrotados pelas blinds; independentemente da mão que tivermos iremos jogá-la agora.

Poker precede o tiroteio no OK Corral

Muitos argumentam que o tiroteio de OK Corral nunca foi realmente pretendido por nenhumas das partes. Que tudo não estava totalmente fora de controlo é evidenciado num jogo de Stud Poker jogado na noite anterior no Alhambra Saloon. Virgil Earp estava a jogar (e possivelmente Doc Holliday). Também em jogo estava o sheriff Johnny Behan (que não era amigo dos Earp), Frank McLaury e, durante algum tempo, Ike Clanton. Quando lhes foi perguntado posteriormente como é que aqueles homens, que se iriam confrontar num tiroteio no dia seguinte, conseguiram jogar um jogo de Poker pacificamente na noite anterior, diz-se que Behan respondeu: “Bem, Poker é Poker”

O assassino contratado que também era um fish

TJ conta uma história fantástica acerca de um tipo chamado Tippy-Toe Joe que costumava jogar heads up com um assassino contratado chamado McGann a quem ganhou muito dinheiro ao longo dos anos. Um dia, McGann perdeu o controlo após ter perdido pela última vez contra Joe e, pegando na sua arma, exigiu “dá-me tudo o que tiveres”. Assim, Tippy-Toe Joe teve que assinar mais de $10,000 em traveller checks de $100. Quando se preparavam para sair Joe, que tinha ganho uma fortuna a este tipo ao longo dos anos e não o queria perder como adversário, disse: “Não vamos deixar que este pequeno incidente arruíne o nosso jogo, pois não George?”


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