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Kill Everyone: Advanced Strategies for No-limit Hold ‘em de Lee Nelson, Tysen Streib e Kim Lee
Kill Everyone: Advanced Strategies for No-limit Hold ‘em

Ficha Técnica:

  • Título: Kill Everyone: Advanced Strategies for No-limit Hold ‘em
  • Autores: Lee Nelson, Tysen Streib e Kim Lee
  • Editora: Huntington Press
  • Ano de lançamento: 2007
  • Páginas: 348
  • Idioma: inglês
  • Modalidade: torneios MTT y Sit&Go de Texas Hold’em Poker
  • Nivel: Avançado

Opinião:

Kill Everyone é o livro de torneios de maior qualidade que se pode encontrar actualmente no mercado, especialmente se estás à procura de conteúdo de nível avançado. Se ainda estás a entrar no mundo dos torneios, melhor não o ler, começar primeiro pelos três volumes de Harrington on Holdem e depois, ler também Sit’n'Go Strategy de Colin Moshman. Após compreenderes esses livros, só aí, deves ler e desfrutar de Kill Everyone.

Kill Everyone é uma espécie de evolução de Kill Phil, outro livro sobre torneios escrito pelo próprio Lee Nelson e outros dois autores, Blair Rodman e Steven Heston, que ensina aos leitores a ganhar, como “matar” o Phil, que quer dizer como “matar” os jogadores de torneios da nova escola, do estilo de Phil Ivey e Phil Hellmuth. Kill Everyone é ainda melhor, porque mostra como ganhar a “Everyone”, a todo o tipo de jogadores, independentemente do seu estilo de jogo.

Este livro tem dois valores pouco habituais entre a literatura de poker:

  • Em primeiro lugar, é o livro que contém uma base matemática mais profunda entre aqueles que analisamos
  • E em segundo lugar, tem uma grande capacidade didáctica, já que as explicações, apesar do seu nível avançado, são muito claras e muitas vezes são também acompanhados por muitas tabelas e gráficos.

Se somarmos a estes dois aspectos o facto que lida com questões que nenhum outro trabalho sobre torneios menciona, estamos perante uma das melhores fontes de aprendizabem sobre torneios da actualidade.

Comentário sobre os conteúdos:

O livro está dividido em quatro partes.

A primeiro é bastante clara. É sobre o jogo nas fases iniciais de torneios. Tem dois capítulos.

  • Na primeira explica as diferenças existentes entre os estilos de jogo da velha e da nova escola. Para isso comenta estilos de jogo loose agressive, jogo com mãos especulativas, a importância de se ter uma boa imagem, o roubo de blinds, fazer movimentos arriscados, o conhecimento das odds, a folding equity, o jogo com potes pequenos ou com potes grandes, as apostas para extrair valor ou para controlar o pote, e os grandes folds.
  • No segundo capítulo, os autores concentram-se em dar algumas pistas para conseguir acumular fichas desde o início do torneio: a abertura de potes com raise, o uso da posição, o roubo de potes orfãos, a detecção de debilidades nos adversários, os efeitos negativos do enamoramento com as cartas, o ajuste ao jogo online.

A segunda parte do livro é verdadeiramente espectacular. É sobre a estratégia na fase final “do torneio (” Endgame Strategy “), mas na verdade pode aplicar-se às fases de blinds médias e altas. Está dividida em sete capítulos.

  • No primeiro, os autores, começam a explicar alguns conceitos que utilizam no livro: o CPR (custo por ronda) e o CSI (chip status index – o número M – a stack dividida pela CPR), os ajustes que são necessários realizar nas distintas fases do torneio em função do CSI, alguns movimentos (como os steals, resteals, o push e o call ao push), e a amplitude das cartas em virtude da sua força para ir all-in ou pagar um all-in
  • O segundo capítulo, intitulado “Equilibrium plays”, tenta explicar as decisões óptimas em termos percentuais para os movimentos mais importantes com as blinds médias e altas. Para isso os autores apresentam uma unidade inovadora, o “power number”, que tem em conta o CSI, a posição e as antes. Ensina a aproveitar os defeitos do jogo dos rivais nestas fases decisivas dos torneios.
  • O terceiro capítulo trata de forma breve de algumas estratégias de jogo interessantes, mais ou menos agressivas, em função da qualidade dos adversários ou da tua vontade de arriscar.
  • O quarto capítulo de esta segunda parte comenta um tema muito valioso: a incidência que tem a estrutura de prémios sobre as equities e as decisões dos jogadores. Os autores apresentam conceitos inovadores, como a quantificação do “Bubble factor” em diferentes tipos de torneios (multimesa, satélites ou S&G). Além disso fazem uma reflexão sobre outros temas de relevo, como a estratégia da big stack em blinds médias e altas, na qual recomendam atacar os jogadores de stacks médias (em vez de atacar os jogadores com stacks mais pequenas), e ser mais prudente na hora de pagar all-in, mesmo que seja para eliminar um adversário (mesmo quando a diferença de stacks é muito grande).
  • O quinta capítulo apresenta várias estratégias para diferentes tipos de torneios. Para S&G mostra como utilizar a bubble para realizar steals, fazer overcalls, valorizar a legitimidade dos raises ou a importância de manter vivos os jogadores com stacks pequenas. Para os torneios multimesa, reflecte sobre os estilos de jogo na bubble ou na mesa final. Também mostra para jogar com a bubble em satélites.
  • O sexto capítulo desta segunda parte fala do jogo short-handed e heads-up, dando especial atenção aos movimentos de all-in directo ou diferido, as situações em que há diferenças de stacks entre os jogadores e o estilo de jogo a adoptar de acordo com o tipo de adversários e as posições, tanto em pré-flop como após o flop.
  • O último capítulo de esta segunda parte contém uma análise de um S&G disputado por profissionais.

A terceira parte é um título geral, “Outros artigos” (”Other Topics”). Tem cinco capítulos:

  • O primeiro explica alguns ajustes que são recomendados fazer nos torneios de no-limit em função dos padrões actuais de jogo: o roubo UTG, a realização de resteals, o movimento de limp-raise UTG, o limp com stacks pequenas e mãos fortes, o check-raise no turn, a selecção de continuation bets e o uso de mensagens para intimidar os adversários.
  • Os autores dedicam o segundo capítulo ao conceito da sorte nos torneios.
  • No terceiro discute-se o jogo contra rivais de nível superior, tratando de temas como a agressividade, a vantagem da folding equity, a necessidade de ter coragem e fazer leituras, ou o jogo contra jogadores loose-agressive.
  • O quarto capítulo fala dos diferentes tipos de tells (pistas, dicas) e as leituras correspondentes.
  • No quinto os autores falam sobre a preparação para torneios, falando de temas como jet lag, dieta, estabilidade mental ou música.

A quarta parte é uma pequena reflexão sobre o NL cash online em mesas curtas. Pode parecer algo fora de contexto, e tem algumas ideias interessantes sobre o jogo nas diversas rondas, a gestão de banca, o multitable ou o uso de programas de ajuda.

O livro termina com uma série de anexos onde encontramos tableas que facilitam a tomada de decisões nos momentos chave dos torneios.

Avaliação final:

Incluímos neste comentário uma descrição muito detalhada dos conteúdos do livro para que possam compravar a quantidade e qualidade dos temas sobre o jogo de torneios. Actualmente a leitura de Kill Everyone é altamente recomendada para qualquer jogador profissional de Texas Holdem. A sua profundidade estatística é espectacular, assim como a sua capacidade pedagócica.

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